quarta-feira, 28 de abril de 2010

Lembranças




Hoje acordei com o vento batendo nas arvores da casa ao lado.
Tanto tempo não ouvia isso.
A tempo não sentia como me senti hoje.
Uma sensação de liberdade, de nenhum peso nas costas.
Eu sentei na cama e devo ter levado uma hora até cair na real.
Foi a melhor hora de todo o ano.
O dia se arrastou como se durasse um ano inteiro e só pensei em coisas inuteis.
Hoje fui consumida por despreso, pena, indiferença, solidão.
Não sei como foi meu dia, não o viví.
Mas sei como foi cada segundo de agonia no meu peito.
Agora a noite caiu uma chuva, daquelas que chegam do nada e se vão bem de repente.
Mas ela se fez prolongada na minha mente. Ainda ouço seu barulho, ainda sinto cada gota. Ainda tremo com seu frio.

Queria saber da onde sai tanta tristeza.
Queria saber como eu consegui guardar isso tudo e nunca ter explodido.
Queria saber como resolver tudo isso.
E no exato momento que dormir só pra acordar sentindo aquilo de novo.

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